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domingo, 23 de janeiro de 2011

ESPÍRITO ENQUANTO ENERGIA

foto da internet


“Quando saímos das garrafas de vidro de nosso ego,
E quando fugimos como esquilos, volteando nas gaiolas de nossa personalidade
E adentramos novamente as florestas,
Vamos tremer de frio e de medo
Mas as coisas vão acontecer para nós
De tal maneira que não conhecemos a nós mesmos.
Calma, a verdadeira vida vai entrar precipitadamente,
E a paixão vai deixar nosso corpo retesado de poder,
Vamos cunhar nossos pés com o novo poder
E as velhas coisas vão se arruinar,
Vamos rir, e as instituições vão perder vida como papel queimado.”

D. H. Lawrence

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NOTÍCIAS» Ciência e Meio Ambiente
Cientistas do Cern preveem descobertas sobre universo paralelo
20 de outubro de 2010 • 15h00






O Castor, que faz parte do LHC, foi um dos detectores que teve participação de brasileiros na criação.


À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do Cern, nas proximidades de Genebra, opera com uma força maior, os cientistas falam cada vez mais sobre uma "Nova Física" no horizonte, que poderia mudar por completo os pontos de vista atuais sobre o universo e o seu funcionamento.

"Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras...Isso não é coisa de ficção científica barata, mas teoria física muito concreta que os cientistas tentam confirmar com o LHC e outros experimentos." Isso foi o que escreveram os integrantes do Grupo de Teoria do centro internacional de pesquisa no boletim direcionado aos funcionários do Cern este mês.

Enquanto as partículas se chocam no vasto complexo subterrâneo do LHC a energias cada vez maiores, os "extra bits do universo" - se é que eles existem como o previsto - poderão ser vistos no computador, afirmam os teóricos.

O otimismo é crescente entre as centenas de cientistas que trabalham no Cern, ao longo da fronteira entre França e Suíça, numa experiência de US$ 10 bilhões, que inicialmente apresentou problemas, mas este ano vem cumprindo suas metas.

Colisão de prótons
Em meados de outubro, disse o diretor-geral Rolf Heuer à equipe no último fim de semana, os prótons eram colididos ao longo do anel subterrâneo de 27 km a uma taxa de 5 milhões por segundo - duas semanas antes da data prevista para esse número.

No ano que vem, as colisões ocorrerão - se tudo continuar seguindo bem - a uma taxa que produzirá o que os físicos chamam de "femtobarn inverso", mais bem descrito como uma quantidade colossal de informações para a avaliação dos analistas.

As colisões recriam o que aconteceu numa minúscula fração de segundo após o Big Bang primordial, 13,7 bilhões de anos atrás, que gerou o universo que conhecemos hoje e tudo o que ele contém. Depois de séculos de observações cada vez mais sofisticadas da Terra, apenas 4% do universo é conhecido - porque o restante é formado, teoricamente, pelo que tem sido chamado de matéria escura e energia escura (que seriam invisíveis).

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A CASA DO PAI TEM MUITAS MORADAS!!!!!!!!!

sábado, 13 de novembro de 2010

O QUE NOS APAVORA É A NOSSA LUZ!!!!!!

A SABEDORIA DE UM HOMEM DE COR, DE UMA ALMA CHEIA DE CORES!!!!! UM HOMEM BRILHANTE!!!


*** NOSSO MEDO MAIS PROFUNDO NÃO É O DE SERMOS INADEQUADOS. NOSSO MEDO MAIS PROFUNDO É QUE SOMOS PODEROSOS ALÉM DE QUALQUER MEDIDA.

É A NOSSA LUZ, NÃO AS NOSSAS TREVAS, O QUE MAIS NOS APAVORA.

NÓS NOS PERGUNTAMOS: QUEM SOU EU PARA SER BRILHANTE, MARAVILHOSO, TALENTOSO E FABULOSO? NA REALIDADE, QUEM É VOCÊ PARA NÃO SER? VOCÊ É FILHO DO UNIVERSO. SE FAZER PEQUENO NÃO AJUDA O MUNDO. NÃO HÁ ILUMINAÇÃO EM SE ENCOLHER, PARA QUE OS OUTROS NÃO SE SINTAM INSEGUROS QUANDO ESTÃO PERTO DE VOCÊ.

NASCEMOS PARA MANIFESTAR A GLÓRIA DO UNIVERSO QUE ESTÁ DENTRO DE NÓS. NÃO ESTÁ APENAS EM UM DE NÓS: ESTÁ EM TODOS NÓS. E CONFORME DEIXAMOS NOSSA PRÓPRIA LUZ BRILHAR, INCONSCIENTEMENTE DAMOS ÀS OUTRAS PESSOAS PERMISSÃO PARA FAZER O MESMO. E CONFORME NOS LIBERTAMOS DO NOSSO MEDO, NOSSA PRESENÇA, AUTOMATICAMENTE, LIBERA OS OUTROS" *** NELSON MANDELA ***

domingo, 7 de novembro de 2010

REFORMA



O Prédio onde moro está passando por uma reforma na fachada. Ao sermos avisados do início das obras, não imaginávamos o transtorno ou melhor dizendo o inferno que íriamos adentrar.
Dante sentiria inveja!!!!

Andaimes, baldes, picaretas e homens pendurados, transitando suspensos em seus malabarismos, invadem sem nenhum pudor nossa rotina. Através das cortinas cerradas, vultos voando desafiam a gravidade causando-nos sustos a todo momento.

As paredes, janelas de vidro, móveis e particularmente nossas cabeças vibram com as batidas violentas desferidas para retirar o revestimento antigo. Como é difícil desfazer-nos daquilo que é antigo, que nos acostumamos mesmo estando tão feio...Fico pensando como seria mais cômodo deixar tudo como estava.

O caminho invisível que a poeira percorre, já que tudo está fechado, não impede que ela deite um manto espesso sobre cada objeto e no espaço entre eles. A vontade é dar um banho demorado em cada cantinho e colocar aquele perfume de casa limpa.

Agora multiplique tudo isso por dois e imagine o que estamos vivendo.

Mas o que tem me incomodado com maior intensidade é uma rede que vestiu o prédio de cima a baixo, para impedir que os detritos sejam arremessados longe. Geralmente quando estamos modificando algo e não tomamos o devido cuidado acabamos machucando aquele que está bem próximo da gente.

A tela ou rede não nos impede de vermos tudo do outro lado, mas não temos total nitidez. Ela filtra o vento, as cores, os pássaros que faziam festa na minha varanda e principalmente o meu olhar.

Preciso do céu com todo o azul que ele pode ser e da delícia de acompanhar o movimento das nuvens e experimentar a transitoriedade do tempo. Tudo passa!!!

Sinto falta da visita dos beija-flores e de ver a vida com todas as cores.

Às vezes o vento desloca a rede e consigo vislumbrar uma nesga do dia ou da noite e desejo o instante em que poderei sair dessa caverna platônica e poder ver e sentir o mundo real.

Uma tela diante de meus olhos...

O quê da minha história, da minha jornada ainda não consigo ver???

Qual o véu de ilusão que tenho que descerrar???

O que é real e o que é ilusão???

Reflexões que apontam a necessidade de uma obra na minha casa interior. Nada que impeça, paralelamente, uma reforma na fachada externa; como emagrecer, cortar e pintar o cabelo, fazer as unhas, um acessório colorido e um sorriso de esperança.

Não é nada fácil retirar os inúmeros véus de ilusão, mas cada um que consigo abandonar, mesmo atravessando quilos de poeira que lacrimejam meus olhos, apontam o caminho para uma vida mais plena e leve. Ruth janiques

domingo, 19 de setembro de 2010

Gratidão


Incrível o movimento da vida!!

Uma mesma situação nessa semana,fez-me sentir,antagonicamente,o peito oprimido e o coração grato por fazer parte da força poderosa do mundo espiritual.

Fiquei pensando no caminho longo e muitas vezes árduo que temos que percorrer para nos mantermos numa jornada de autoconhecimento e ascensão espiritual. Entendo porque tantas pessoas decidem cruzar os braços e ficar aprisionadas num mundo tão estreito e sem nenhuma tentativa de sair da zona de conforto que estabeleceram como proteção, dá trabalho ir em direção à sua própria verdade.

Falamos demais,nossas relações são vazias e geralmente estamos longe de alinharmos nossa vida à nossa alma.

A crença numa realidade "sólida" e materialista nos mergulha na ilusão de que tudo aquilo que vemos e controlamos é o que é real. Quimera de uma mente que aprendeu a acreditar que a percepção está limitada aos cinco sentidos.

Estamos sonhando um sonho.

Se conseguirmos transcender a esse domínio opressor poderemos contemplar outras realidades e vivermos verdadeiros milagres.E o tempo e o espaço revelarão uma abertura dimensional,autênticos portais que nos apontarão para possibilidades infinitas.

Mas essa transição só será feita através do coração, só a frequência do amor é capaz de expandir a consciência e silenciar a mente. Assim a ponte estará construída em direção ao Amor Infinito que é a única verdade.

Ultrapassar a ignorância, o ordinário e o desconhecimento nos colocará em estreito contacto com inúmeras experiências divinas e sagradas que darão um brilho renovado em nossas vidas.
Ruth Janiques

sábado, 18 de setembro de 2010

Passeio Socrático

“PASSEIO SOCRÁTICO”

Por Frei Beto.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão…
Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de Executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado o seu café da manhã em casa; mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente.
Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos vistos por mim, até aqui, realmente produz felicidade?”.
Passados alguns dias, encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?”. E ela me respondeu: “Não. Eu só tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom! Isto significa, então, que, de manhã, você pode brincar, ou dormir até mais tarde!….”. “Não!”, retrucou-me ela, “tenho tanta coisa a fazer, de manhã…”. “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada…
Fiquei pensando: “Que pena! A Daniela não me disse: “Tenho aula de meditação”. Vê-se que estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas, emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo… Mas, preocupo-me com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos. Alguns perguntaram “Como estava o defunto?”. E outros responderão: “Olha…, uma maravilha, não tinha uma celulite!”…
Mas, como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação, porém, de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…
A palavra hoje é “entretenimento”. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil, o apresentador; imbecil, quem vai lá e se apresenta no palco; imbecil, quem perde a tarde diante da telinha… E como a publicidade não consegue vender felicidade, ela nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro…, você chega lá!”.
O problema é que, em geral, “não se chega”! Pois, quem cede a tantas propagandas desenvolve, de tal maneira, o seu desejo, que acaba precisando de um analista, ou de remédios. E quem, ao contrário, resiste, aumenta a sua neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: a amizade, a autoestima e a ausência de estresse.
Mas há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um Shopping Center. É curioso: a maioria dos Shoppings Centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles, não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de “missa de domingo”. E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, não há crianças de rua, não se vê sujeira pelas calçadas…
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno: aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se vários nichos: capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Mas, aquele que só pode comprar passando cheque pré-datado, ou a crédito, ou, ainda, entrando no “cheque especial”, se sente no purgatório. E pior: aquele que não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald…
Por tudo isto, costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas, que estou, apenas, fazendo um “passeio socrático”.. E, diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou, apenas, observando quantas coisas existem e das quais não preciso para ser feliz!”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

INDIO EM CHAMAS



In Memorian de Galdino Jesus dos Santos

As chamas de almas mortas
Se movem.
Mais um índio cai inerte
Envolto pelas flamas ignotas
De um desdenhar que perverte.
Almas que se ocultam entre chamas
Para destilar ódio, amargura, desdém
E, surdas, em suas tramas,
Não escutam um ser considerado ninguém.
Em meio àquelas labaredas, terminal
De sonhos, esperanças, calor...
De madrugada seca e infernal
Tudo vira tocha em macabro ardor.
Vislumbramos a solidão do deserto
Que há em todos nós, que navegamos
Em mar vermelho e incerto
De tubarões gélidos que encontramos.
Era um Pataxó que quisera ser
Mendigo de suas próprias heranças
Destronado que fora dos sonhos de ter
Suas matas, habitadas de lembranças.
Recebeu sua parte comendo o pão
Buscado sob mesas fartas,
O seu pedaço de chão:
Em chamas, à semelhança de suas matas.
(desconheço o autor)